A Cena é esta

A mente una está a sonhar com muitas mentes separadas. Cada uma delas é representada por um corpo. O corpo é o símbolo da separação. É só um símbolo.
O corpo é filho do casamento da ideia de separação com a ideia de matéria. A matéria resulta da ideia de opaco e tridimensional. Não há matéria no mundo bidimensional: o das emoções, dos pensamentos, dos sonhos, do cinema, da banda desenhada, da literatura, da música.
O mundo bidimensional é muito mais relevante que o tridimensional, que é só uma explicação desnecessária, uma redundância obsoleta.
Só podemos ser o que somos é uma lei tanto no mundo uno como neste mundo de ilusão. Somos o que vemos. Pois o sonhador é o sonho. O sonho é colectivo (pois a mente é una e está a sonhar o mesmo pano de fundo), mas o sonhador parece-nos individualizado.
É normal que pareça individualizado pois esse é o objectivo da mente colectiva ao querer continuar a sonhar.
A boa notícia é que -assim como cada um de nós está a manter os outros no seu sonho de passado e de corpo- assim “um salva todos”, isto é, um só ser que se reconheça inocente, sem culpa nem medo e, pelo princípio dos fractais no holograma em que vivemos, afecta o colectivo.

O ponto de partida é rasgar o menu de conceitos, todos os que aprendemos. Não só os dois malandretes do tempo e do espaço, mas os de mais e menos, processo e, na verdade, de diferenças…





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